quarta-feira, 5 de outubro de 2011

  "Elizabeth estava constrangida demais para dizer qualquer coisa. Após uma breve pausa, seu companheiro acrescentou:
  - Você é generosa demais para zombar de mim. Se os seus sentimentos forem os mesmos de abril passado, diga-me logo. Os meus sentimentos e desejos não mudaram, mas diga-me uma palavra e eu os silenciarei para sempre.
  Elizabeth, que sentia algo a mais do que um constrangimento e uma ansiedade comuns pela situação dele, esforçou-se para dizer alguma coisa; e de imediato, embora não com desenvoltura, deu a entender que os seus sentimentos haviam sofrido uma mudança tão considerável desde a época a que ele se referiu, que agora recebia com gratidão prazer as suas declarações. A felicidade que tal resposta provocou foi tal como provavelmente ele nunca sentira antes; e ele se exprimiu com todo sentimento e toda emoção de um homem profundamente apaixonado. Se Elizabeth tivesse podido encontrar o olhar dele, teria visto como lhe caía bem a expressão de íntima alegria que tomou conta de seu rosto; mas, embora não pudesse olhar, podia ouvir, e ele lhe falou de sentimentos que, ao provar como era ela importante para ele, tornavam seu amor cada vez mais precioso."

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